Liberação parcial foi para escoar fila de caminhões, mas já há novo bloqueio

A espera de cinco dias dos caminhoneiros para prosseguirem viagem entre o Sul do Estado e Florianópolis foi amenizada no início da noite de ontem. A Polícia Rodoviária Federal liberou, temporariamente, meia pista do km 235 da BR-101, próximo ao Morro dos Cavalos, em Palhoça.
Porém, oito horas depois, o trecho voltou a ser bloqueado para que funcionários do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes trabalhem na recuperação da estrada. Nas primeiras quatro horas, foi permitido o fluxo de veículos no sentido Sul-Norte e, depois, foi a vez dos automóveis e caminhões que tinham como destino a região Sul do Estado serem liberados.
A estrada somente poderá ser utilizada novamente quando for finalizada a remoção total das barreiras que impedem o tráfego no local.
O chefe da delegacia de Tubarão, Lauro Silveira Filho, explicou o motivo da decisão de liberar meia pista, apesar do trabalho não ter sido finalizado.
- Nós tomamos esta medida para que desafogasse os postos que estão cheios de caminhoneiros - explicou Lauro, que coordenou a operação.
De acordo com o gerente do consórcio IECSA Sul-Catarinense e Momento, empresa que detém a concessão do trecho do Morro do Cavalos, Paulo Dagoberto Velasque, a previsão é de que a pista seja liberada até domingo. Para hoje à tarde, está prevista a terceira explosão da rocha, e depois será feita a limpeza da pista.
- Junto com o trabalho de detonação, também estamos fazendo um trabalho de tapar os buracos causados pela forte chuva - afirmou.
O km 25 da BR-101 estava interditado desde o último sábado, quando caiu uma barreira, interrompendo o fluxo de veículos de carga pesada. Um dos motoristas aliviados com a liberação temporária da pista era o caminhoneiro Rogério Dores da Silva, de 26 anos. Ele estava ansioso para prosseguir para Novo Hamburgo (RS)
- Nós perdemos uma semana, mas teve gente que perdeu uma vida - enfatizou.
( diogo.davila@diario.com.br )
DIOGO D'AVILA | Palhoça
Reportagem Especial
Tumulto no trânsito

O acesso ao Norte da Capital, que já era crítico depois do deslizamento na pista da SC-401, no domingo, ficou ainda mais complicado ontem. Em um dos desvios utilizados, o Caminho dos Açores, uma rede de distribuição de água da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) rompeu.
Do fim da manhã até o fim da tarde, o fluxo só aconteceu do Centro para o Norte da Ilha. Para o caminho inverso, do Norte para o Centro, a rota indicada era o Rio Vermelho.
Aproximadamente três horas depois da interrupção no fluxo no Caminho dos Açores no sentido Norte-Centro, a Casan conseguiu fazer o conserto. Segundo o Superintendente Regional da Casan na Grande Florianópolis, Carlos Alberto Coutinho, não há um motivo específico para o rompimento da rede de distribuição. Porém, ele não descartou a possibilidade do rompimento ter ocorrido em função da pressão dos veículos passando no local. Mesmo com o Caminho dos Açores liberados, o trânsito seguirá complicado.
( lilian.simioni@diario.com.br )
LILIAN SIMIONI

A NOTÍCIA – 28.11.2008
EMERGÊNCIA EM SC
Um símbolo fechado
Pórtico foi isolado pela Defesa Civil por causa do risco de deslizamento de terra na rua ao lado

Com a trégua das chuvas, muitas pessoas que tiveram de ir para abrigos começaram a voltar para a casa. Os últimos dias foram de água e sabão nas casas atingidas pelas enchentes. Com isso, o número de desabrigados caiu pela metade (eram cerca de 500). E deve continuar caindo hoje. Pelo menos dois abrigos improvisados devem ser desfeitos.
Em compensação, aumentou a quantidade de moradores obrigados a deixar seus lares. Na quarta-feira, eram 6 mil. Ontem, a Defesa Civil contabilizava mais 800 pessoas, principalmente por medida de segurança nos locais em que houve deslizamento. Também aumentaram os pontos de deslizamento: cerca de 400. As zonas mais atingidas são a Sul e a Oeste, principalmente nos bairros Morro do Meio, Nova Brasília, Vila Nova, Costa e Silva, Pirabeiraba, Floresta, Itinga e Petrópolis.

AN PORTAL | Jefferson Saavedra
Deslizamento no Km 4

O desmatamento de área na rua Santa Catarina, no Km 4, mostrado neste espaço há alguns meses, é chamado por leitor de “desmoronamento autorizado” – a imobiliária cumpriu todas as exigências legais para derrubar as árvores. A reclamação do leitor é motivada pelo deslizamento ocorrido após as chuvas. “De quem cobrar esse dano ambiental, os custos para retirada do barro e todas as conseqüências que podem advir?”, pergunta ele.