A NOTÍCIA – 05.12.2008
EMERGÊNCIA EM SC
Governo do Estado volta a aceitar ajuda

As doações não param de chegar a Santa Catarina. Até o final da tarde de ontem, a Defesa Civil do Estado já havia recebido mais de R$ 18 milhões em dinheiro, 2,5 toneladas de alimentos, 1,5 milhão de litros de água e 180 toneladas de roupas. Para manter o fluxo de doações, o governo do Estado abriu a estrutura das Secretarias de Desenvolvimento Regional para armazenar os mantimentos.
Na quarta-feira à noite, a Defesa Civil chegou a anunciar que as doações estavam suspensas temporariamente porque as Centrais de Arrecadação e Distribuição estavam lotadas. A orientação, agora, é para que as secretarias regionais, inclusive a de municípios que não foram atingidos, possam receber também estas doações.
FLORIANÓPOLIS
OPERAÇÃO TAPA-BURACO
Buraqueira nas ruas de Joinville
Obras, má conservação e chuvas complicam a vida de motoristas. Prefeitura faz a operação tapa-buraco

Os estragos causados pelas chuvas nas ruas de Joinville transformaram ruas do Centro e as de maior tráfego nos bairros num verdadeiro inferno para motoristas impacientes. Obras, má conservação e falta de pessoal contribuem para a situação precária das principais vias. Os operários, divididos em quatro equipes da Prefeitura, se revezam para recuperar as pistas em meio às buzinas e carros apressados.
O esforço faz parte da operação tapa-buraco. A Prefeitura contratou duas empresas em caráter emergencial para tentar dar conta do serviço. A operação já teve início na semana passada, amenizando os estragos nas ruas 15 de Novembro, Blumenau, Santa Catarina, Fátima, Tupy e Minas Gerais.
Enquanto uma equipe cuida somente das ruas centrais, outras três rodam os bairros. De acordo com o coordenador de pavimentação da Secretaria de Infra-estrutura (Seinfra), Juliano de Sant’anna, a prioridade é recuperar as vias mais antigas ou de maior movimento. “Normalmente, são nestas ruas onde surgem mais buracos. O uso contínuo das pistas, somado à grande quantidade das chuvas, deixa o asfalto mais frágil. As equipes estão nas ruas trabalhando para recuperar as vias com a maior agilidade possível”, argumenta.
Os buracos são cobertos com asfalto à quente, chamado de CBUQ. Cada equipe custa cerca de R$ 80 mil por mês. Por dia, são 200 metros2 recapeados, em média. O objetivo da Seinfra é normalizar a situação nas principais vias até o final do ano. Isso se a chuva deixar.
AN.com.br
- Mande fotos e descreva problemas com buracos em ruas da cidade.
leonel.camasão@an.com.br
LEONEL CAMASÃO
LIVRE MERCADO | Claudio Loetz
Pedido ao BNDES

Aproveitando a presença do presidente do BNDES, Luciano Coutinho (à direita na foto), em Florianópolis, a diretoria do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-sul entregou novos pedidos de socorro às empresas catarinenses. Para o setor atingido pelo desabastecimento, suspensão imediata dos pagamentos de financiamento por 60 dias.
BRDE também quer uma nova linha de crédito para investimento fixo e capital de giro, desde que a empresa tenha feito investimentos recentes, com juros de TJLP mais 2,5% ao ano. Coutinho sinalizou positivamente. Os técnicos se encontram hoje, no Rio de Janeiro, para estudar detalhes e viabilidade da proposta.
DIÁRIO CATARINENSE – 05.12.2008
Porto de Itajaí
Navio comercial é o primeiro em 12 dias
Calado ainda está baixo

Depois de 12 dias sem navegação de embarcações mercantes, o Rio Itajaí-Açu recebeu, ontem à tarde, o primeiro navio comercial. O Tokyo Bay foi o primeiro navio a entrar em Itajaí depois da enchente.
A embarcação veio da Rússia e atracou no terminal privado da Braskarne, onde irá embarcar 5,3 mil toneladas de carne congelada.
O navio fica no porto até segunda-feira. A carne congelada tem como destino São Petersburgo, na Rússia.
Para dar lugar ao Tokyo Bay, o navio Akademic Zavaritskiy, que estava atracado desde o dia 21, teve que deixar o terminal privado.
De acordo com a Capitania dos Portos, ontem o rio tinha capacidade para receber navios com no máximo 7,1 metros de calado e os que navegaram tinham 6,9 metros. Durante as cheias, o Itajai-Açu chegou a ter o calado reduzido a 4,5 metros.
Prejuízo chega a US$ 500 milhões
Para hoje está prevista a atracação de um navio de cabotagem (transporte de cargas entre portos) no Terminal Portuário da Portonave, em Navegantes. Os navios de cabotagem só farão o transporte da carga até os navios de longo curso que ficam a espera em alto mar. Amanhã, a Portonave também irá receber outra embarcação de cabotagem.
Os terminais portuários do litoral Centro-Norte não recebem embarcações desde o último dia 21. Por causa da paralisação dos portos de Itajaí e Navegantes e dos três berços de atracação do Porto de Itajaí que foram danificados pela força da correnteza durante a enchente, o prejuízo ultrapassa meio bilhão de dólares.
PATRICIA ZOMER | Itajaí
Reportagem Especial
Deslizamento atrasa a liberação da BR-376 no PR

A liberação para o tráfego na pista Sul no Km 663 da BR-376, no município de Tijucas do Sul, a cerca de 50 quilômetros de Curitiba, dificilmente será feita antes de segunda-feira. Um novo deslizamento voltou a cobrir de terra a pista que já estava quase totalmente limpa, às 14h45min de ontem, apesar de não estar chovendo no momento.
Operários e máquinas trabalhavam no local quando ocorreu a queda de barreira, mas ninguém ficou ferido.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as chuvas dos últimos dias "fragilizaram" o terreno, que apresenta inclusive rachaduras em cima do morro.
Um desvio de aproximadamente sete quilômetros permite que os motoristas que pretendem ir de Curitiba para Joinville ainda utilizem a BR-376.
Os motoristas que se dirigem para o Sul dividem a mesma pista com os que trafegam em direção ao Norte.
No entanto, eles estão enfrentando congestionamentos constantes, com até 1,5 mil veículos trafegando em alguns horários. Desses, 80% são veículos de carga.
Muito trabalho pela frente até a liberação
De acordo com a PRF, na tarde de ontem o congestionamento chegou a 15 quilômetros.
No primeiro deslizamento, ocorrido na manhã de terça-feira, aproximadamente 4 mil metros cúbicos de terra esparramaram-se sobre a pista formando um bloco com cerca de 11 metros de extensão e cinco metros de altura.
Até o momento do deslizamento de ontem, quando se estima foram deslocados sobre a pista cerca de 3 mil metros cúbicos de terra, já tinham sido retirados aproximadamente 9 mil toneladas de terra.
A concessionária Autopista Litoral Sul, que administra a rodovia, deve realizar a retirada da terra que corre risco de deslizar da encosta antes de iniciar a limpeza da pista para depois liberá-la ao tráfego. O trabalho é feito respeitando as normas de segurança para os envolvidos.
Tijucas do Sul (PR)
Cacau Menezes(RENÊ MÜLLER - Interino)
Incansáveis
Merece registro a dedicação e o esforço dos operários que desobstruíram pista no Morro dos Cavalos, na 101. Não pararam de retirar terra e pedras da barreira que caiu, em momento algum, durante oito dias, mesmo debaixo de chuva.
A única folga foi na hora das refeições.

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Atualizado em 05/12/2008
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